terça-feira, 15 de agosto de 2006

Semente


Passei semanas me dedicando a um projeto que parecia ser real - ou pelo menos palpável.

De tudo se fez esperança. Pensamos que aconteceria.

Não.

De nada vale a mensagem, o espírito que acompanha o som, a voz que sobe e que desce conforme mandam instrumentos.

Não.

Fomos apenas atores. De tanto olhar as luzes, as pupilas se secaram.

Por tanto tempo mudo, a garganta dilatou.

De tanto cultivar o sonho na cabeça, a semente morreu antes de germinar em outras cabeças.

(Mas a semente brotou dentro da gente.)

2 comentários:

Anônimo disse...

Raul, só quero te dizer o que o Roupa Nova já cantou:
"... eu pensei te dizer tantas coisas, mas pra quê se eu tenho a música..."
Pense nisso.
--
Carla

Alves disse...

Qualé Rauzito, cedo demais pra jogar a toalha... A gente sempre aprende com os tombos,possa crer!
Pense no ano que vem!!!