segunda-feira, 7 de agosto de 2006

A Morte do Poeta

Pode sorrir agora
Eu matei o poeta
Sei que ele te incomodava
Por muito tempo foi assim

Sorria!!
Matei o poeta
Não houve grito, nem lágrimas
O poeta morreu calado
Nenhuma gota de sangue
Sujou minhas mãos

Poetas morrem assim como nascem
Sem muito estardalhaço
Nenhuma notícia no jornal
Sem ninguém perguntar na pracinha
Passarinho voando longe sem dar aviso

É... Matei o poeta
Ninguém mais o vê, só eu
Ele está sentado ali no sofá
Fuma seu cigarro Souza Paiol
E sorri...
Seu sorriso irônico

4 comentários:

Renato disse...

"A suprema felicidade da vida é a convicção de ser amado por aquilo que você é, ou melhor, apesar daquilo que você é." - Victor Hugo

Raul disse...

O poeta morreu mas continuou ali.
O poeta virou poesia.

Anônimo disse...

Ao matar os poetas tenha muito cuidado...Eles revivem, transmutados em dois....
Um mais louco q o outro...hehehheehhee
|Abrasss, Falcon.

Anônimo disse...

Guedali...