sábado, 23 de setembro de 2006

Outra vida


A vida ensina uma vez pra que a gente aprenda. E ela é rude. Não mede a dor que vai causar, não se importa se a lágrima vai cair. Faz do que era bom o pior. Faz pior: bate na cara para que não precise fazer de novo, para que a lição seja passada uma vez só e surja o efeito necessário. O problema é quando a gente não aprende de primeira, quando somos ignorantes o bastante pra não entender o que é simples demais.

O amor usado à revelia se machuca demais durante o percurso, enche-se de brechas, deixa espaço para o egoísmo entrar. É preciso cuidar do amor. Ser careta, covarde se for preciso. Negar a certas coisas para que as estruturas não se abalem. Negar a si mesmo, para ser no outro o resto que te falta. Entender que frases bonitas como essa aí atrás são dificílimas de cumprir na vida real. E acima de tudo, perceber que a fidelidade sob qualquer circunstância é a força motriz para a longevidade com a qual todos sonham.
Peço à Luzinha-do-parecer-que-tudo-vai-voltar-a-ser-como-era-antes que apague sua luz. Agora!
Peço vida nova. Por favor.

3 comentários:

Alves disse...

Amor e restos humanos,como já dizia o Wado...

Raul disse...

E olha que nem era domingo (só pra não perder a piada...)

Nine disse...

"Peço à Luzinha-do-parecer-que-tudo-vai-voltar-a-ser-como-era-antes que apague sua luz. Agora!
Peço vida nova. Por favor."

Ô luzinha que teima em manter-se acesa, nos impedindo de viver o novo.
*Dilema... =/