quarta-feira, 27 de setembro de 2006

O RIO

Por entre veias de pedra
Corre o sangue sujo, que vejo agora
Ele escorre, invade
O mundo que não gira como o meu
Reflete o céu sem estrelas da cidade
Segue manso e sem meandros -seu caminho
Vai despejar peixinhos mortos no mar
E dormir

2 comentários:

Raul disse...

Bonito pra caramba isso cara...muito bonito.

Paula Ribeiro disse...

Concordo com Raul. Abraços!

P/ Raul: claro que eu acredito. Tá osso esse ritmo (e o problema não é a porta ser estreita, mas sim o caminho demasiado longo que existe para chegar até ela). Beijos