domingo, 9 de julho de 2006

O TREM DA VIDA


Esse desenho é um trecho de uma HQ que estou fazendo. No caso, a estória de um maquinista cansado com a monotonia do percurso que é obrigado a fazer todos os dias. Sempre passando pelos mesmos lugares, pegando as mesmas pessoas, as mesmas paradas... O engraçado é que hoje, andando pela beira da lagoa, senti esse mesmo cansaço, essa vontade de abraçar o nada. Será que o trem da minha vida vai descarrilhar também?

5 comentários:

Raul disse...

Muito legal cara. É interessante quando o caminho já sabido começa a apresentar novidades. Coisas que já estavam ali mas você não percebia. Daí talvez a vontade de abraçar o nada...

Alves disse...

O nada seria os prédios que recortavam a noite de sexta?
Aquela estrela sozinha?
Garotas passeando na praça?
Aquele silêncio por trás da música?
Essas imagens e sons que não me saem da cabeça?
A música que não foi tocada?
A "cerveja" num gole rápido?
O Voltar pra casa?
Aquela menina que me olhou e sumiu?
Sei lá, camarada...
Acho que, no fundo, o nada é sempre alguma coisa.

Paula Ribeiro disse...

Depende. Descarrilhar é bom?

Raul disse...

Talvez a questão não seja saber se é bom ou ruim, mas saber que é inevitável.

Alves disse...

Não sei, Paula... Descarrilhar é novo.É só o que sei. Já não consigo ver as coisas como apenas boas ou ruins, tudo demanda vários formas de se ver e entender.Nada é o que realmente é.