quinta-feira, 20 de julho de 2006

(in)CONCLUSÃO


(As dívidas e as dúvidas disputam um espaço maior agora. A que vencer vai se tornar prioridade impreterível).

Existe muita coisa que ganha e perde importância com o passar do tempo, mas perceber isso é que é o difícil. Quando se dá conta, aquilo que era importante já não existe mais, ou aquilo que não valia nada passa a permanecer o tempo todo sob sua atenção.

Quem define o que – ou o que define quem - vale a pena entrar em voga?

Daí o questionamento, do questionamento as descobertas, das descobertas os pensamentos, dos pensamentos as conclusões.

Dentre as conclusões mais importantes que um cidadão pode adquirir, se destaca o conceito de limitação. Mais do que isso, a humildade do indivíduo em admitir sua limitação. É ver aquilo que é absolutamente intangível e aceitar que esquecer daquilo é a melhor forma de se conformar.

Agradeço: Obrigado, Oh Bom Deus, porque me destes uma mente sã, e a ciência plena de que existem coisas que nunca pude, não posso, e jamais vou conseguir ter ou fazer por mais que eu queira. Dou-te graças, porque me permitindo perceber essa verdade, posso destinar minhas forças e meu tempo a atividades mais úteis em prol da minha própria edificação, ao invés de ficar tentando fazer coisas impossíveis. Obrigado por me dar essa condição que tu destes a poucos até hoje, pelo menos é o que tenho percebido.

Agora alguém, exceto Deus, me responda: Há disputa mais inconclusiva do que aquela travada entre as dívidas e as dúvidas?


3 comentários:

Alves disse...

Ei Raul... Lembro de um frase, acho que da revolta estudantil de 68 na França era mais ou menos isso: Sejamos realistas, exijamos o impossível...

Raul disse...

Sobre os conflitos que já na França, o mais legal foi o que aconteceu há alguns meses, nem sei porque motivo exato. Mas um jornal ressaltou um ponto importante: é que muitos dos soldados que tentavam conter a multidão nas manifestações, foram estudantes que participaram das manifestações da revolta de 68. Como eu disse:existe muita coisa que ganha e perde importância com o passar do tempo.

Alves disse...

Sei, Raul...Mas acho que não podemos colocar nada como impossível, sei lá... Resignar-se, entende? Pode ser que muitos dos que participaram do Maio de 68 vieram a se tornar parte, de uma forma ou de outra, daquilo contra o que lutaram, mas muitas outras pessoas que participaram com certeza devem ter seguido por outros caminhos menos áridos do pensamento. Será que o jornal fala disso? Desculpe a minha implicância com jornais, mas sempre mantenho os meus dois pés atrás em relação aos nossos meios de comunicação, que estão sempre à serviço do Estado... E isso nunca perde a importância (para eles), camarada.