segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Sentimento do Mundo II

Pressinto mineralmente

Conquistas de tamanho

Realizações adiadas

Para o momento certo.

No seu caminhar errante

Como o que eu mesmo tive

Vais perceber a vida

E suas latitudes

Na forma mais absoluta

Que se pode sentir

E por seres derivação

de mim organicamente;

irás achar graça e rir

das mesmas coisas tolas

que por gerações inteiras

resistem acontecendo.


Quando me vejo olhando

Pro meu futuro previsível

Consigo te enxergar

Tão antes de existires

E ignoro verdades

Só pra ver sua imagem.

Finjo não ter remorso

Por ter vontade grande

De te trazer pro mundo

Fazer-te degustar

De sentimentos daqui.


A vida se nutre de outros sais

que não os que me compõe

de outras combinações;

de outros códigos;

De outras metamorfoses nascem peças essenciais.

E quando tudo acabar pra mim

Talvez antes mesmo de você chegar

E antes mesmo de eu conseguir escrever um desfecho

(ou qualquer verso de conclusão)

ainda restará um lugar:

aquele lugar que venho mantendo guardado.


[?]

4 comentários:

ferdi disse...

Amigo Raul, sempre brindando a gente com palavras tão lindas!
Bom voltar aqui e ler isso!!!!
Estou de volta. A BH, aos blogues e tudo o mais...rs.
Beijos, meninos!

Raul disse...

Eba!!! A Ferdi voltou com tudo! he he

.Noites que não dormi. disse...

Que poema lindo, nossa, maravilhoso. Adorei

Raul disse...

Valeu Laís!