domingo, 14 de setembro de 2008

AO ACASO...

[Eu nunca percebi. Nunca mensurei a falta que você me fazia. Nunca me dei conta do vazio que existia no antes, da urgência que havia de eu te conhecer. Uma urgência desconhecida, um débito que o que o tempo e o acaso tinham comigo por não terem feito com que batêssemos de frente mais cedo.]

[Porque se tudo veio a acontecer agora deve haver um motivo. Porque talvez não tivéssemos a mesma aptidão um para o outro como temos agora. Porque as coisas acontecem no instante exato em que estamos sem defesa.]

[É como me sinto: desarmado diante da força do acaso, impotente frente à rajada de boas eventualidades que tem me acontecido. Desfruto dos prazeres de uma boa companhia e do diálogo sensato que ela me oferece.]

[Sei que aproveito melhor a existência porque o estado de transe em que imagino estar me permite medir o passar tempo não através de minutos, mas através de carícias, sussurros e sorrisos.]

[... e só mesmo tendo o estado de consciência ligeiramente alterado é que gastaria meu precioso tempo escrevendo essas coisas.]

3 comentários:

Ferdi disse...

Lindo! Diante disso eu concluo que talvez eu devesse arriscar em andar desarmada às vezes...

...sobre o post abaixo, super parabéns, Raul! O primeiro de muitos prêmios.

Beijos!!!

paula r. disse...

saudade de me sentir completamente desarmada. o tempo faz a gente se resguardar mais.

Alves disse...

Essa alteração é boa Raul!!
Ré,ré!