quarta-feira, 5 de abril de 2006

Retrocesso


Opa!
Já havia um tempo que eu não dava as caras por aqui. Acho que por carecer cada vez mais de tempo, tive receio de escrever qualquer merda e comprometer a qualidade do conteúdo do manual. Percebi que era bobagem essa preocupação porque primeiro: ninguém (ou quase ninguém) lê o que eu escrevo, e segundo: qualquer um que passe por aqui não tem paciência para ler o texto até o final.
Um amigo me disse que eu deveria trabalhar mais com imagens e menos com palavras, pois isso faria o conteúdo do blog ser mais convidativo. Então eu expliquei que a intenção era justamente o contrário: usar apenas uma figurinha e deixar toda idéia a ser transmitida pela postagem reservada para para o texto, que também resolvi publicar usando "courier", uma fonte feia que camufla a beleza das palavras.
Hoje mesmo eu iria deixar uma postagem sobre um cara na china que estava vendendo terrenos na Lua, e o pior: tinha muita gente comprando...mas aí eu fiquei revoltado com umas coisas que aconteceram aqui e resolvi deixar pra outro dia...

10 comentários:

Paula Ribeiro disse...

Pois eu acho courier uma fonte linda e extremamente sincera, desde sempre.

E sou muito mais uma pessoa de palavras do que de imagens.

Paula Ribeiro disse...

Eu queria aprender a esperar.

Talvez, se eu me concentrar e não desejar tanto, o acontecimento aconteça pra mim.

Alves disse...

# E aí Raul? A parada é por aí mesmo.Acho que o que deve rolar mesmo é uma mescla...As palavras ,de certa forma, constroem imagens na nossa mente quando as lemos, e as imagens nos induzem a construir palavras o tempo todo...É uma viagem só!
Bacana o seu blog, camarada!
É isso aí.
Alves

Paula Ribeiro disse...

A grande questão é quando o amor à primeira vista se confirma no 2°, 3°, 4°, 5° encontros.
Não penso que seja uma questão de otimismo; neste caso foi uma comprovação constante, dia a dia, o que é muito mais assustador.
Quisera eu que fosse só otimismo.

Samara disse...

Ei, Raul, obrigada pela visita ao meu flog, volte sempre. Curiosidade: encontrou meu blo onde?
Olha só, eu leio tudo, e gostei do que li por aqui, espero a história do cara na china... Inté!

Paula Ribeiro disse...

Era um voltando simples lá no meu blog, voltando do feriado.

Você deveria voltar também e alimentar esse blog.

Anônimo disse...

Depois que a gente perde o sentido da vida começa a filosofar idéias chulas de botequim de esquina... e ainda acha quem comente BEM a respeito delas.

É bem assim que as coisas funcionam, mas não para todos.

Anônimo disse...

E mais:

Algumas coisas só acontecem porque buscamos mudanças que não dependem só de nós.

Há hora para tudo, certo? Mas a hora mais importante é aquela em que a gente cresce e aprende a não acreditar em coisas abstratas.
Amor?! Abstrato. Coisa que depende de duas pessoas para existir e se depender de uma só... esquece! Não existe.

Guarde mais essa filosofia. Garanto que nesse instante ela vai te servir.

Raul disse...

Tudo certo. A paranóia que afeta certos indivíduos e os restringe a ponto terem crises de identidade pode ser algo grave e se expressar em anonimato pode ser o selo dessa enfermidade.

Nem vem ao caso discutir as dores de cotovelo do mundo, mas toda idéia alheia tem um significado. Basta ter "competência intelectual" para entender.

Anônimo disse...

Vc mandou muito bem nessa postagem, Raul. As palavras muitas vezes têm ficado em segundo plano ou sido esquecidas por muitos, pois vivemos numa era onde uma "imagem tem valido mais que 1000 palavras" ( parafraseando alguém que eu não sei quem é.). Mas concordo com vc, temos que revalorizar o uso da palavra.