terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

Notícias de Terras não civilizadas II



Como diz a letra da música “ê batumaré”, de Hebert Vianna, é sempre bom voltar. Bem, como bom representante do proletariado que sou, passei as minhas férias trabalhando, desenhando principalmente. Mas nada que me impedisse de capinar o quintal lá de casa, função que exerci feliz e cantando canções da moda, nunca esquecendo de agradecer a cada novo calo estourado nas mãos. Confesso que estava ansioso para voltar a escrever aqui no blog, saudadezinha que mato agora.
Começo respondendo aos comentários sobre o fato de ter sido convidado a falar e fazer quadrinhos ao vivo no “Brasil das Gerais”. Antes queria registrar aqui que já não consigo andar sossegado na rua sem que uma multidão de garotas no cio, querendo sangue e outros líquidos dementes que meu corpo produz tão bem, saia em minha caça pelas ruas da cidade. Tudo por culpa da fama repentina. Sigo as rígidas normas da disciplina inglesa e atendo uma dama por vez.
É essa a minha vida de “popstar”, Rauzito... Eh,eh, quanta bobagem...
Foi interessante participar do programa, desenhar e principalmente ver o Welligton Sberk com a bunda sobre aquele monte de diplomas tirando onda e choramingando ao mesmo tempo. Pode isso? Seria um pavão com síndrome de inhambu? O cara me lembra o FHC que o Millôr Fernandes registrou tão bem em “Crítica da Razão Impura”. É a vaidade materializada, um chato. Pode parecer picuinha, mas essa é a minha visão do camarada. Quanto a sua obra, apesar de ser um bom quadrinho “Estórias Gerais”, que o saudoso Flávio Colin salvou magistralmente com seu traço único, para mim é uma mistura de “Grande Sertão: Veredas” e “Meu tio o Iauaretê” de Guimarães Rosa transcrita para os quadrinhos, e nada Mais.
O bom velho e sempre lúcido Nilson mandou muito bem, apesar daquele papo de cheirinho de revista, fanzine xerocado... Acredito que daqui pra frente cada vez mais os fanzines vão surgir virtualmente, isso não tem como parar. A internet é um ótimo espaço para experimentações, é o caminho para quem não tem espaço nas bancas de jornal.
Quanto ao grande Cláudio Gomes, que trabalha com divulgação, desenho e roteiros de mangás e que também é um futuro Geógrafo (estudamos geomorfologia juntos ano passado), já havia falado pra ele o que acho deste tipo de quadrinho. Apesar de existirem vários artistas que fazem mangás, eu tenho sempre a mesma impressão de que quem desenha tudo é o mesmo cara...
No que diz respeito a minha pessoa , lá em casa me disseram que eu não parava de me balançar naquela cadeira que me arrumaram. Também o que queriam? Aquelas cadeiras são feitas pra isso, não? E a mania que tenho de desenhar com a língua pra fora, tipo o cebolinha bolando seus planos infalíveis? Foi um custo me conter diante das câmeras. Maldito Maurício de Sousa, sua influência em mim vai além do traço.
Quanto a minha “experiência antropológica” (como diz a Liliane) de conviver com a Roberta Zampetti, foi tranqüila. A gente teve muito pouco tempo pra conversar, mas fiquei com uma boa impressão. Ela tava bastante nervosa no dia, disse que era o primeiro programa ao vivo depois das férias, mas acho levou bem o programa. Agora fiquei curioso em saber da “experiência antropológica” da Liliane com a Roberta. Quem estiver de acordo levanta as mãos e bate palma!!! Pode abrir o jogo garota, eh,eh.
Bom pessoal acho que já falei por demais, encerro esse post dizendo que o desenho (feito nas férias) acima foi premiado em 1º Lugar na categoria quadrinhos na 2º Mostra Nacional de Humor de Varginha. Agora sou um cartunista intergalático!!
Abração!
[A postagem acima é de autoria do Alves. Eu apenas fiz o trabalho de publicação devido ao fato da conexão com a internet na minha sala ser melhor do que a da sala dele]

9 comentários:

Paula Ribeiro disse...

a roberta zampetti estava péssima [na verdade, pra mim 'péssima' é o estado natural dela]! não pesquisou o suficiente e fez perguntas bobildas. mas o programa foi bacana pelos convidados... se ela tivesse falado menos, teria rendido mais.

Raul disse...

Alves, você só se esqueceu de mencionar que esse prêmio da Mostra de Varginha te trouxe a "bagatela" de nada menos que R$2000,00 né? seu magnata dos inferno!

Alves disse...

Essa questão da pesquisa eu concordo com vc Paula. Na verdade acho que ela se informou pouco ou quase nada sobre quadrinhos, quem eram os entrevistados e etc... Isso ficou refletido na visão dela sobre quadrinhos e até nas perguntas que ela fazia, não há dúvidas. E falou muito mesmo. Mas todas as vezes que assisti o programa foi mais ou menos isso,ela falando de montão em meio aos convidados. Achei natural... Eh,eh!
Ei Raul, quanto a questão da grana, não era pra espalhar. Estou devendo uma grana para a Máfia Russa , agora além de quebrar os meus braços vão querer receber adiantado (o que é muito pior). Vou ter que acabar pedidindo ajuda para aquele coreano que vive andando junto com vc. Acho que a máfia coreana cobra juros mais baratos...

Raul disse...

A vantagem é que os coreanos são menos cruéis do que os russos cara. Eu posso acordar com boca cheia de formiga num terreno baldio qualquer, mas minhas pernas vão estar intactas...he he

Alves disse...

Isso é mal, só as pernas intactas?
Vc só não pode apaixonar, heim Raulzito!!?
rsrsrsrs!!!

Raul disse...

opa! minha masculinidade também permanecerá sempre intacta! e que isso ninguém questione!

he he

Fernanda disse...

Ai, Alves, tô rachando de rir do seu comentário sobre a fama repentina e o assédio da mulherada. Olha, o que eu não gosto da Zampetti é o sotaque excessivamente mineiro. Reza a lenda que ela não fala daquele jeito no dia-a-dia. É mais um personagem.
Meninos, meu fotolog.net não loga mais. Tive que migrar p/ blogspot tb.
Bjos!

Alves disse...

É Fernanda, lá dentro do estúdio fiquei com essa impressão também. Não conheço nada de bastidores de tv, mas acho que todos esses apresentadores forjam um personagem ou um estililozinho. O Faustão tenta fingir que é um cara boa praça,destilando piadas de efeito e frases do tipo "monstro sagrado da música brasileira" (isso se referindo ao Netinho da Bahia e outros falsários, em sua eterna luta para voltar as paradas de sucesso), Ana Maria Praga tenta manter um estilo "popular chique"( ensinado a fazer pratos sofisticados servidos em garrafas pet, por exemplo)o Gugu tenta fingir que é homem, e por aí vai... .

Raul disse...

Nunca parei pra pensar nisso, mas esse "sotaque" exagerado parece ser um pouco forçado mesmo. Agora é cult ser regionalista?

(he he, só pra polemizar um pouco isso aqui...)