segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Mais uma letra...

Ela Não Disse Nada

Ela não disse nada
Ela brincou com os vãos
Entre as palavras
E se mandou

Ela não disse nada
Nem sim, nem não
O vazio que se projetou da sua boca
Fez calar tudo ao redor, como uma oração

Ela não disse nada
E agora quem caminha em silêncio
Sou eu
Carregando no peito o estandarte da mudez
Sem nada no peito para bater

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Bonito!



Aí está uma daquelas surpresas que de tão inesperadas fazem você repensar sobre o que é possível nessa vida.

Não há muito o que dizer sobre a participação de Marcelo Camelo no acústico Sandy e Júnior, a não ser: que lindo!

Musiquinha bonita, essa. Estou pensando até em comprar o disco. Acreditem.

segunda-feira, 30 de julho de 2007

É na praça, é de graça!

Para quem quiser conhecer o Manual Cerebral na sua versão mais sonora a oportunidade é nessa sexta-feira, dia 03/08/2007. Tem show de graça na Praça Dr. Lund, aqui em Lagoa Santa a partir das 20:00. Desta vez a prefeitura deu uma dentro. Vai ser uma noite fantástica com shows de três bandas excelentes. Está todo mundo convidado!

(Se Deus quiser não vai chover...)


Quem viver ouvirá.


Apareçam!

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Idioma

Eu não perdi a vontade de escrever.

Admito minha falta-de-palavra com o mesmo pesar de um pai que deixa faltar comida na mesa de casa; porque vez ou outra encontro um verbo vivo e dele não sei o que fazer. A carência fortifica a medida em que se percebe que o mais propício talvez seja procurar não a melhor palavra para se expressar, mas sim o melhor silêncio. O silêncio que é sólido. O silêncio que diz.

Mesmo nessa minha condição de homem-sem-assunto é difícil imaginar que emane de mim qualquer linguagem que não seja sonora, mas acho que a falta de palavras também é um idioma.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Pensamento Solto no Céu

Eu...
O urubu...

Não sei se já postei isso aqui, mas o bicho que mais gosto de ver voar é o urubu. Silêncio dele no alto do céu. Nestes meses de inverno-o céu azul-vale deitar no chão olhar pra cima e deixar o coração rodopiar como e com os urubus...



quinta-feira, 28 de junho de 2007

Duas Canções



DEIXA O SOL

Deixa o sol morrer
Que a noite quer chegar
Preta sem saber
Do astro- rei- solar

Deixa escurecer
Terra, céu e mar
Que ele vai saber
Qual caminho andar
Ir subterrâneo
Encontrar mil outros corações

Deixa a lua sorrir no céu
Deita em minhas mãos
Porque já é hora de dormir
Sonhar com as estrelas
Que ainda estão por vir



PARA COMEÇAR O DIA

Fecho os meus olhos
Para começar o dia
Para ver por dentro de mim
Onde guardei seu sorriso

Seus olhos sob seus óculos
Suas janelas sob seus olhos
Seu silêncio vai por detrás das janelas
Eu sei

Ah, quem diria?
Já não tenho marcas no pescoço
Aquele dia,lembra?
Mas ainda penso em você
Você...

quarta-feira, 20 de junho de 2007

ACONTECIMENTO

O sangue dos bodes e dos touros
seca no Antigo Testamento.
O maná e a vara dentro da urna
de ouro
desaparecem. Na planície
balouça unicamente
o berço
de feno, concha lumiada
pelo clarão do Paráclito
que é justiça e consolo,
com uma cruz dormindo entre cordeiros.

Nova palavra - Amor - é descoberta
nas cinzas de outra igual e já sem música.

Desde então, fere mais a nostalgia
do sempre, em nosso barro.

Carlos Drummond de Andrade

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Escapada

Quem nunca viajou durante uma aula, que atire a primeira pedra...
Isso aí era pra ser anotações de Métodos da Análise Geográfica... Era pra ser.

terça-feira, 29 de maio de 2007

Pais e Filhos


Este cartum é uma homenagem aos meus dois garotos espertos, Yuri e Gabriel (em ordem de levadeza)!!

* Depois da coruja, o papai coruja!!

segunda-feira, 21 de maio de 2007

CORUJA


As coisas não são mais coisas

Posso sentir o mundo

Mundo vai nas pontas das asas

Frio


O horizonte se expande

O que é pequeno se alarga em vermelho

Eu sei ver os detalhes

Por isso quase que sempre choro nestas horas

Quero acompanhar meus pensamentos

Mas minhas asas são de não voar


Vejo no primeiro clarão

A luz se apagar como um ruído

São seis da manhã

E não sei do amanhã

O depois...


Nenhuma árvore pra descansar os pés

Volto sozinho para casa

Silenciosa casa, os meninos dormindo

Ponho meu coração pra deitar com eles


Aí meu pensamento voa passarinho

Como sempre há de ser...



* Acho que isso podia se chamar também "Onde descanso meu coração"

** A ilustração da coruja eu já havia feito há um tempão, mas vale- e muito- pra meu sentimento de hoje...









segunda-feira, 14 de maio de 2007

Letra e música

A canção “Ninguém ali” é um dos frutos dessa nossa brincadeira de tentar fazer música. A letra é do Alves e a música é minha. Foi gravada aqui em casa, com aparatos tecnológicos baratos e produzida por nós mesmos. Agora que tudo está devidamente registrado, resolvemos disponibilizar o arquivo em mp3. Tá aí:

NINGUÉM ALI

Lá fora a rua vazia em si
E os corações sobre as calçadas
Penso nas noites que vivi
No que passou, o que sobrou do nada.

Não é possível terminar assim
O nosso amor, a nossa estrada
Ninguém ali foi ver o fim
Ninguém chorou de madrugada

E o seu diário continua aqui:
Nenhuma página rasgada
E as suas dores não senti (eu sei)
Eu acordei na hora errada

Quando parei e decidi
Eu quis correr pelas escadas
Trazer você de novo aqui
Dois corações sobre as calçadas

E o seu diário continua aqui:
Nenhuma página rasgada
E as suas dores não senti (eu sei)
Eu acordei na hora errada

Para baixar a música clique aqui

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Novidade

Já que o assunto é Los Hermanos, e está todo sentido uma mistura de raiva com tristeza pelo fato dos caras estarem parando, eu venho trazer uma pequena "anestesia".

Rodrigo Amarante está com uma música nova transitando pela web. Trata-se da bela "Evaporar", canção que ele gravou no último disco do guitarrista carioca Lanny Gordin.

Para baixar é só clicar aqui

Podem me agradecer agora.

segunda-feira, 7 de maio de 2007


Recesso por tempo indeterminado. Essa pequena frase deixou muita gente preocupada. A banda anunciou no último dia 23 que vai paralisar as atividades por um tempo e não há previsão para lançamento de novo disco. A esperança é que haja, durante o "período ocioso", trabalhos paralelos pipocando pela web, já que não dá pra imaginar nenhum dos 4 barbudos fazendo alguma outra coisa que não seja música.

Bruno Medina, tecladista da banda estreiou uma coluna no site da globo (Instante Posterior), onde pretende escrever com regularidade, diferentemente de seu primeiro blog, o Instante Anterior.

Fica, então, a esperança de que tudo volte a normal rapindinho, e a gente volte a se encantar com boas canções. É... pode ser que a maré não vire, mas pode ser também que tudo seja como era antes. Pode ser que a vontade de fazer música com o coração renasça dentro de cada um. E que nossas vidas voltem a ser regadas por músicas carregadas daquele sentimento bom que a gente bem conhece.

(Enquanto isso, a vontade que está faltando em uns e outros está sobrando na gente.)

Pieguices à parte, somos todos hermanos.

quinta-feira, 3 de maio de 2007

O FIM ERA OUTRO

Vendo o ultimo post de Dezembro de 2006, penso que Rauzito tem vocação pra profeta. Se não acertou no texto, o título ele acertou na mosca...
Ré,ré...