ESPERA
N’algum lugar do futuro,
alguém já corrompeu minhas verdades:
Nada posso fazer senão viver o que vier.
Eu vou continuar cavando o chão,
furando buracos em que nem se
quer vou me esconder. Acreditar
que minha esperança dure mais um ano.
Não morrer de sede.
Conquistar coisas tão descartáveis
quanto meu próprio destino.
Perder todos os poucos amigos;
saber das alegrias poucas que hão de vir
e, ainda assim (que pena), não poder viver
para as contemplar.
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3 comentários:
Que lindas essas escritas (vou roubá-las - com o devido crédito, mas vou).
...
Eu tenho pavor de cachoeira.
Fique à vontade Paula, escrevi isso já faz um tempo, mas achei válido colocar aqui no blog já que palavras não envelhecem.
...mas cachoeira é melhor que praia, basta perder o medo viu...
Que desesperança! Muito bom o texto, embora triste...
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