sábado, 24 de janeiro de 2009
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Sentimento do Mundo II
Pressinto mineralmente
Conquistas de tamanho
Realizações adiadas
Para o momento certo.
No seu caminhar errante
Como o que eu mesmo tive
Vais perceber a vida
E suas latitudes
Na forma mais absoluta
Que se pode sentir
E por seres derivação
de mim organicamente;
irás achar graça e rir
das mesmas coisas tolas
que por gerações inteiras
resistem acontecendo.
Quando me vejo olhando
Pro meu futuro previsível
Consigo te enxergar
Tão antes de existires
E ignoro verdades
Só pra ver sua imagem.
Finjo não ter remorso
Por ter vontade grande
De te trazer pro mundo
Fazer-te degustar
De sentimentos daqui.
A vida se nutre de outros sais
que não os que me compõe
de outras combinações;
de outros códigos;
De outras metamorfoses nascem peças essenciais.
E quando tudo acabar pra mim
Talvez antes mesmo de você chegar
E antes mesmo de eu conseguir escrever um desfecho
(ou qualquer verso de conclusão)
ainda restará um lugar:
aquele lugar que venho mantendo guardado.
[?]
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
MAD
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Cinema
terça-feira, 11 de novembro de 2008
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Apesar dos pesares
Amei na frágil esperança de que amar resolve.
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
domingo, 12 de outubro de 2008
Não me defina em algo que você não conheça também. Há quem me identifique nas coisas. Há quem me desenhe nas cinzas a tempo do vento ou na areia a tempo da maré. Há quem afirme com toda certeza o que sou num contexto geral, e juram – de pés juntos – que têm a certeza, sem perceberem que a vida, por si só, já é uma busca incessante por certezas.
Acho que é porque minha inquietude perante a tentativa da vida de virar rotina azucrina. Porque eu sempre imploro para que me mostrem chegada e alvo, mas nunca, nunca me deixem ciente dos limites.
Não me defina.
domingo, 5 de outubro de 2008
Só é preciso reencontrar-se consigo mesmo para ver além das coisas.
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Minha literatura não me serve se não houver dor pra curar. Não há entretenimento que mereça meu esforço literário se não for o de remediar a vida com palavras. Há quem escreva para provocar o riso dos outros, para instigar o sentimento de patriotismo, para delatar más ações, para engrandecer o ego alheio, para proporcionar auto-ajuda e outras muitas coisas sem valor, mas eu não. Eu só escrevo para sarar a mim mesmo. Minha literatura é auto-medicinal e qualquer tema que eu venha abordar – por mais que cause riso, orgulho, dúvida, medo ou alegria a outrem – não tem outro objetivo que não seja o de me remediar.
Certamente remedia-se aquilo que não se preveniu, e eu, propositalmente, deixo tudo acontecer para que seja preciso um remédio e para que a minha escrita, consequentemente, tenha o seu porquê de existir. Às vezes faço meu curativo com as mesmas palavras com que me corto.
Sem medir, sem mediar, sem despertar, sem me mover.
Eu quero uma solução para a minha condição.
Percebo minha escrita com o repúdio da lucidez, com a capacidade de julgamento ponderado, com a consciência da justa avaliação. Sei que o meu quase-tudo não é nada. Sei o quanto não se satisfazer com palavras e o quanto não saber sobre o infinitivo “escrever” dói. Posso pressentir o incômodo das vezes em que irá voltar a sensação de impotência diante dos escritos passados. É um sintoma que se antecipa como uma flor que cresce já sabendo ser o adubo que a terra espera.
“Ler mais, escrever menos”, se fosse fácil como parece já teriam resolvido meu caso. Doença sem cura? Talvez um caso que esteja se tornando clínico...
Mas mesmo assim eu continuo. Terapêuticamente.
sábado, 20 de setembro de 2008
ELEIÇÃO

trat
domingo, 14 de setembro de 2008
AO ACASO...
[Porque se tudo veio a acontecer agora deve haver um motivo. Porque talvez não tivéssemos a mesma aptidão um para o outro como temos agora. Porque as coisas acontecem no instante exato em que estamos sem defesa.]
[É como me sinto: desarmado diante da força do acaso, impotente frente à rajada de boas eventualidades que tem me acontecido. Desfruto dos prazeres de uma boa companhia e do diálogo sensato que ela me oferece.]
[Sei que aproveito melhor a existência porque o estado de transe em que imagino estar me permite medir o passar tempo não através de minutos, mas através de carícias, sussurros e sorrisos.]
[... e só mesmo tendo o estado de consciência ligeiramente alterado é que gastaria meu precioso tempo escrevendo essas coisas.]
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
Dessa vez deu certo...
Nonada: 3º lugar no Festival da Canção de Lagoa Santa – 2008 com a canção "Eu não sou daqui" e Prêmio de melhor instrumentista para nosso baterista, Tiago Alencar.


sábado, 6 de setembro de 2008
Rua Boaventura
Da janela do apartamento
Ele via surgir mais um dia cinzento
As cores e as alegrias iam na roupa da menina
Parada no ponto de ônibus
E os ônibus eram todos azuis
Da cor do dia que não se abriu
Da cor do céu que não sorriu
As cores e as tristezas iam presas na retina
Ele vai fazer um café?
Quem sabe? talvez...
Brincar com Letícia?
Ela ainda dormia, seus olhos de gata
Ainda sonhavam
Suspirava...
Ele sorria e pegava na tela de proteção
Sujava suas mãos com a fuligem
Puxava para os pulmões os pedacinhos da cidade
Ele não estava ali
Não estava ali
Estava ali
Ali
* mais uma letra esperando uma canção... Ré,ré
terça-feira, 2 de setembro de 2008
domingo, 31 de agosto de 2008
Modernidades
Para Ouvir No Rádio (Luciana)
Jorge Ben Jor
Eu vou fazer uma canção singela
Prá você se lembar de mim quando ouvir rádio
Em ondas médias em ondas curtas
E freqüência modulada prá você se lembrar de mim
Quando ouvir no rádio
Mas se você não puder ouvir
Por falta de tempo ou por falta de rádio
Alguém há de passar cantando assobiando
Perto de você
Mas se depois disso tudoVocê não conseguiu ouvir
Porque não quis ou por algum problema
Subirei descerei o morro novamente
Como um guerreiro vencedor
Cantando o meu hino de amor
Luciana, Luciana, LucianaLuciana, Luciana
Ps.: Raul, vc tá devendo um post para falar do seu primeiro prêmio como compositor, camarada!!
Nada de modéstia, heim!!?
domingo, 3 de agosto de 2008
O caminho de Pisar Com os Olhos
A cara lavada
O amor no bolso
O pé na estrada
Sigo em frente quase sem querer
As muitas estrelas do céu
Dançam desorientadas sobre mim
De quando em quando um bar
E bebo goles de alívio
Tristezas e alegrias vão me acompanhar
Mas vou bem melhor
Vou bem melhor sozinho
Eu sei









