
domingo, 23 de julho de 2006
sábado, 22 de julho de 2006
Farejando o Passado
quinta-feira, 20 de julho de 2006
(in)CONCLUSÃO

(As dívidas e as dúvidas disputam um espaço maior agora. A que vencer vai se tornar prioridade impreterível).
Existe muita coisa que ganha e perde importância com o passar do tempo, mas perceber isso é que é o difícil. Quando se dá conta, aquilo que era importante já não existe mais, ou aquilo que não valia nada passa a permanecer o tempo todo sob sua atenção.
Quem define o que – ou o que define quem - vale a pena entrar em voga?
Daí o questionamento, do questionamento as descobertas, das descobertas os pensamentos, dos pensamentos as conclusões.
Dentre as conclusões mais importantes que um cidadão pode adquirir, se destaca o conceito de limitação. Mais do que isso, a humildade do indivíduo em admitir sua limitação. É ver aquilo que é absolutamente intangível e aceitar que esquecer daquilo é a melhor forma de se conformar.
Agradeço: Obrigado, Oh Bom Deus, porque me destes uma mente sã, e a ciência plena de que existem coisas que nunca pude, não posso, e jamais vou conseguir ter ou fazer por mais que eu queira. Dou-te graças, porque me permitindo perceber essa verdade, posso destinar minhas forças e meu tempo a atividades mais úteis em prol da minha própria edificação, ao invés de ficar tentando fazer coisas impossíveis. Obrigado por me dar essa condição que tu destes a poucos até hoje, pelo menos é o que tenho percebido.
Agora alguém, exceto Deus, me responda: Há disputa mais inconclusiva do que aquela travada entre as dívidas e as dúvidas?
terça-feira, 18 de julho de 2006
Uma Canção
A Estação
Se o amor vier bem devagar
Grita logo, que ele vem
Não demora muito pra chegar
À essa hora já pegou o trem
Vem correndo, vai te encontrar
Vai trazer de novo o seu "alguém"
Desfazer as horas, e o lugar
Ao te chamar de novo:
"Vem meu bem"!
sábado, 15 de julho de 2006

É bom saber que o mundo é grande quando não se tem ninguém.
É um consolo imaginar que em algum lugar por aí existe alguém que cabe certinho nos moldes que o destino preparou pra você e portanto pode viver ao seu lado, e que esse alguém também procura alguém igualzinho a você, que se veste como você, que fala como você, que tem as manias que você tem. Ou seja, é acreditar que sua cara metade está perambulando por qualquer canto do mundo e que a possibilidade de vocês se encontrarem e viverem um amor feliz e eterno existe.
Sinto vontade de sair a procura desse alguém as vezes, mas já aprendi que fazer planos é o exercício mais vão a que alguem pode se dedicar.
Prefiro acreditar que o próprio destino vai resolver isso pra mim.
quarta-feira, 12 de julho de 2006
POR INFLUÊNCIA DO MEU PAI

O ano era 1987, e esse foi o primeiro livro de desenhos que ganhei. Presente do meu pai. O livro tava emprestado com um amigo meu das "antigas" e, eu nem lembrava mais que ele existia. Resistiu bravamente ao tempo e as traças, só pra me encher de saudade de um tempo bom que, como já dizia Thaíde, não volta nunca mais.
terça-feira, 11 de julho de 2006
AMOR-PERFEITO

Parei pra pensar: Por que será que é tão difícil se desprender de um amor antigo?
Deve haver uma resposta bastante objetiva, mas nesse contexto há sentimentos demais entrando em choque, há pensamentos demais procurando lugar seguro.
O medo de iludir (e de se iludir, por que não?), a dúvida em saber se você quer ou não estar fazendo aquilo, não saber se a vida está andando pra trás ou se é você que está tomando atitudes espontâneas, querer que o tempo esteja submisso a você para que você possa voltar nele toda vez que quiser.
Às vezes é meu próprio egoísmo que me põe na lona, e pra me reconstruir só serve o orgulho. Pelo menos esse estado me permitiu fazer a grande descoberta de que o amor mais imperfeito não é menos amor. Talvez demorasse uma vida inteira pra que eu descobrisse isso, mas não, aconteceu agora. Bonito. O amor se realiza na esfera de sua própria contingência e por isso é que vale tanto...
Posso até ter ido longe demais, mas, chegar até a porta da certeza e voltar ao alicerce da dúvida faz a gente elevar o pensamento, mesmo que nada do que eu tenha dito aqui tenha me ajudado a encontrar resposta.
Por que será que é tão difícil se desprender de um amor antigo?
domingo, 9 de julho de 2006
O TREM DA VIDA

Esse desenho é um trecho de uma HQ que estou fazendo. No caso, a estória de um maquinista cansado com a monotonia do percurso que é obrigado a fazer todos os dias. Sempre passando pelos mesmos lugares, pegando as mesmas pessoas, as mesmas paradas... O engraçado é que hoje, andando pela beira da lagoa, senti esse mesmo cansaço, essa vontade de abraçar o nada. Será que o trem da minha vida vai descarrilhar também?
quarta-feira, 5 de julho de 2006
Cem Palavras para descrever o momento...

Lô- ônibus-escola-papo-noite-caminhos-perdas-danos-veredas-ali-pato-formato-pedaços-benjor-estrelas-meninas-sorrisos-livro-carro-partir-andar-mínimo-mais-som-chão-flor-futebol-amanhã-espera-cactus-ausência-camaradas-músicas-longe-desenho-mão-violões-lagoa-calma-sereno-hermanos-vidas-latrinas-solidão-chuva-diamantes-verde-pedaço-correr-cinquenta-sertão-alguém-alguma-hora-qualquer-devagar- acordar-meio-sonho-meia-azul-voltar-cidade-sete-segundo-relógio-tempo-quebrado-pia-coração-contorno-mente-ilusão-cerebral-para-nasci-manual-amor-quase-fatal-algoz-sol-madrugada-sorriso-garota-pegada-beijo-escapa-passeio-sob-pedras-roseiras-tambor-bate-cara-semblante-novo-amigo-velho-travessia.
domingo, 2 de julho de 2006
Adição

sexta-feira, 30 de junho de 2006
domingo, 25 de junho de 2006
Letra de música

É de Lágrima (Marcelo Camelo)
É de lágrima
Que faço o mar pra navegar
Vamo lá!Eu não vi, não, final
Sei que o daqui
Teimou de vir, tenaz assim
Feito passarim
É de mágica
Que eu dobro a vida em flor
Assim!E ao senhor de iludir
Manda avisar, que esse daqui
Tem muito mais amor pra dar.
sábado, 17 de junho de 2006
4:25 PM
Sempre escrevendo em pautas
E andando por linhas tortas
quando garantem que o torto
não é o caminho errado.
Espero que mesmo assim
vivam bem mais que você
os que assim como eu
não entenderam a história
(cheia de pontos finais.)
Eu quero a cor dos sorrisos
que vão perder todo branco
e vão ficar amarelos
com o reflexo do tempo
e a soma dos nossos sonhos
não vai ser o peso morto
que é agora nesse começo
e parece não existir
(não há conclusões por perto)
O vício de estar sozinho
é quase sempre consolo
não há problemas a menos
quando se tem companhia
mas arrebentar correntes
fica mais fácil a dois
rompe o ferro escravizado
a união de duas forças
(e o silêncio está escasso)
É preciso dormir na rua
e se embriagar uma vez
não para esquecer do mundo
mas pra vê-lo de outra forma
lucidez não é o bastante
bom senso não faz sentido
quando se busca o sentido
em estado absoluto.
(quem garante o amanhã?)
Difícil é acreditar
que acontece por acaso
que essa pulsação contínua
ainda que desritmada
continue sem motivo
pulsando inconsciente
para que um sono futuro
(traga um sonho de presente)
Já que as veias não se fecham
e o coração não se cansa
e a cabeça ainda resiste
e os pés querem pisar
que nunca falte o sangue
transborde até derramar
que até o fim venha com isto
pra quem quiser descansar
(é que a vida é um imprevisto.)
sábado, 10 de junho de 2006
Poesia para todos

Shoulders Hold Up the World
Comes a time when “my God” isn’t said anymore.A time of absolute purification.A time when “my love” isn’t said anymore.Because love came out all useless.And eyes don’t cry.And hands only do rough work.And the heart is dry.
Women knock on the door in vain, you’ll never open it.You kept to yourself, the light went out,but in the shadows your eyes gleamed enormous.You’re all right, you no longer know how to suffer.And you expect nothing from your friends.
Old age coming doesn’t matter much, what’s old age?Your shoulders hold up the world,and it weighs no more than a child’s hand.Wars and famines and discussions in buildingsonly prove that life goes onand that everybody hasn’t been freed yet.Some delicate folks who think the spectacle is barbaricwould prefer to die.Comes a time when dying doesn’t get you anywhere.A time when life is an order.Just life, without mystification.
sábado, 3 de junho de 2006
Notações
As algemas que nos prendem são de ouro.
A fumaça que polui o ar está camuflada na inocência (dentro da bolinha de sabão)
Nosso sonho é um espantalho que virou cerrado, mas no pôr-do-sol tudo é muito bonito.
Interromperam o diálogo do mendigo com o vira-lata,
sob o sereno da madrugada! (mas isso acontece aqui).
Elegeram um médium como “O mineiro do século”, alegando
que ele havia sido importante por se comunicar com os mortos
e dar seus recados a seus familiares ainda vivos, enquanto o poeta - que não foi eleito - podia tocar o futuro com as mãos.
E o futuro está prontinho, formatado, só esperando pra acontecer.
E o presente não consiste da verdade que eu buscava.
O nosso tempo abomina flores, faz das vestes expressão primordial.
E esse caminho, onde vai findar?
domingo, 28 de maio de 2006
Manhã de Domingo
Seu passo escravo, sua cara de rei, seu jeito manso de ser boi e
contemplar a liberdade que não existe nem se
quer por um dia inteiro, mas no pouco que dura é maior que
todos os dias, é grande o bastante pra lhe deixar descobrir
que o asfalto também é chão, e que revirar o lixo é mais
fácil que procurar por capim.
No cotidiano urbano, segue o boi vira-lata, que passa pelo açougue
e faz o sinal da cruz (em pensamento).
Seguindo sempre a sina. Balançando o sino num aviso inútil.
Andando devagar, sem se deixar ir pela pressa da cidade.
Domingo de manhã a vida cheira a estrume e piche sob a luz do sol.
segunda-feira, 15 de maio de 2006
E acreditar que a vida na sua brevidade vai me oferecer boas opções.
Vou me conformar ao descobrir que o querer ser é anestesia da nossa própria
consciência contra a verdade cruel de que somos absolutamente limitados.
Vou até me contentar quando lembrar que percebi antes de muitos
que pouco importa se cantamos certinho, sem sair do tom.
O que vale é o que é dito.
Melhor continuar tentado entender um pouquinho de tudo que acontece ao redor.
Enxergar as coisas simples de onde emanam forças que transformam coisas maiores.
Vou acreditar que o céu não é tão alto, e que eu sou muito leve.
Leve como uma pena.
sábado, 6 de maio de 2006
Palavras de tempos atrás...
N’algum lugar do futuro,
alguém já corrompeu minhas verdades:
Nada posso fazer senão viver o que vier.
Eu vou continuar cavando o chão,
furando buracos em que nem se
quer vou me esconder. Acreditar
que minha esperança dure mais um ano.
Não morrer de sede.
Conquistar coisas tão descartáveis
quanto meu próprio destino.
Perder todos os poucos amigos;
saber das alegrias poucas que hão de vir
e, ainda assim (que pena), não poder viver
para as contemplar.
quarta-feira, 3 de maio de 2006
O início do fim...

Eram três gostosas de fio dental, com uma camisa branca de algodão e sem sutiã. A moral da brincadeira era os caras espirrarem água com uma pistolinha de plástico na altura dos seios das gostosas para que a camisa se molhasse, ficasse transparente e eles pudessem ler a frase que estava colada no acima dos seios delas. Quem conseguisse ler a frase por inteiro primeiro sagrava-se o campeão.
Fiquei pensando: esse tal de Leão deve estar investindo pesado pra tentar ganhar do Gugu, do Datena, João Cléber e/ou Otávio Mesquita e afins...
Depois ainda aconteceu uma prova onde os caras tinham que comer olhos de cabra, testículos de búfalo, amídalas de rinoceronte e mais uma pá de merdas desse tipo. Engraçado era quando eles faziam aquelas caras super naturais do tipo: “Ah, isso aqui até que é gostoso, eu não tô achando ruim não gente, imagina...” obviamente depois daquilo o cara deve ter ou cagado até alma ou vomitado até as tripas, mas isso não vem ao caso.
Pensa só: mulher pelada sempre deu e sempre dará audiência no Brasil, mas comer porcarias gosmentas e excrementos animais? Isso é o fim!
Enfim, cheguei a conclusão de que alguns apresentadores de TV estão levantando um verdadeiro império da baixaria depois do horário nobre e disputando com todas as forças o posto de rei dos números do Ibope.
Desliguei a TV e fui “tentar” dormir.
