terça-feira, 22 de agosto de 2006

Álvares de Azevedo


Trecho do poema "Eutanásia", de Álvares de Azevedo, que quadrinizei faz um tempo. O cara é um dos poetas que mais curto. O legal desse quadrinho é que ele foi feito com aquelas antigas "canetas de engenheiro". Tinha que parar toda hora para desentupir a bagaça. Mas o quadrinho saiu.

segunda-feira, 21 de agosto de 2006

Era pra publicar esta letra no Domingo, faria mais sentido. Mas como as coisas para mim insistem em andar em caminhos tortos, vai na Segunda mesmo. Essa letra é uma homenagem ao brother Raul e sua (típica) "melancolia de Domingo". Acho que quem usou primeiramente esse termo foi a Sam- genial... Quando virar música, o finalzinho dela vai ter como música incidental a canção "Domingo", dos Titãs. Vai ficar legal...

Canção de Domingo

Hoje é domingo, Raul
É chegada a hora
De ligar a tv
Ou se entristecer com a aurora

Hoje é domingo, Raul
Eu sei...
A solidão dói bem mais que a demora
De ver o dia morrer
E você pensa:
O que fazer agora?

Hoje é domingo, Raul
Cadê seu violão?
Toca uma canção
Canção de domingo

sábado, 19 de agosto de 2006


Procurei entender os sinais
suspensos entre as colunas
e as fechaduras. Empenhei-me
em esclarecer os recados
apressados de socorro,
o tambor lacerado das paredes.
Decifrei os grafites dos banheiros
públicos, as inscrições puídas
no lenho, os volantes
recebidos no trânsito.
A vida com erros de ortografia
tem mais sentido.

Ninguém ama com bons modos.

Fabrício Carpinejar (As Cinco Marias - Bertrand Brasil)

quinta-feira, 17 de agosto de 2006

Mais uma letra...

Você Passou

Abri os braços
Chuvinha invisível da noite que me molhou
Vou...
Só eu na rua
Sou eu na sua

Você passou
E eu nem sei se sorri
Você passou
E eu nem sei se sofri

Abri o peito
Pra mostrar meu coração
Mas ele não estava ali
O músculo alforriado disse não
Partiu, vai longe daqui

Eu quis chorar
E enxugar as lágrimas com as pétalas
Das flores que te dei
Eu quis voltar
Mas, o caminho já não sei

Você passou
E eu não estava aqui
Você passou
Dentro de mim

quarta-feira, 16 de agosto de 2006

Time

Aí estamos. O time que compôs o Manual Cerebral enquanto projeto musical.

Uma banda de rock. No quarto da irmã do Léo, a Manu, que teve a boa vontade de emprestar seu nobre aconchego para que pudéssemos ensaiar.

Da direita pra esquerda: André (baixo), Marquito (vocal), Eu, (guitarra), Léo (batera) e agachado na nossa frente o Geremias (teclados).

Só faltou o Alves na foto, mas é que ele não estava presente nesse ensaio, apesar de que com certeza estava torcendo por nós...

Valeu pela força galera! Espero que possamos continuar com a mesma vontade dia após dia!

terça-feira, 15 de agosto de 2006

Semente


Passei semanas me dedicando a um projeto que parecia ser real - ou pelo menos palpável.

De tudo se fez esperança. Pensamos que aconteceria.

Não.

De nada vale a mensagem, o espírito que acompanha o som, a voz que sobe e que desce conforme mandam instrumentos.

Não.

Fomos apenas atores. De tanto olhar as luzes, as pupilas se secaram.

Por tanto tempo mudo, a garganta dilatou.

De tanto cultivar o sonho na cabeça, a semente morreu antes de germinar em outras cabeças.

(Mas a semente brotou dentro da gente.)

quarta-feira, 9 de agosto de 2006

Bobagens

Parece bobagem, mas costumo tentar entender as tatuagens que costumo ver por aí. Ir antes do desenho. Descobrir ou mesmo imaginar as pequenas as estórias gravadas na pele. Sempre passa por aqui uma menina que tem uma tatuagem de borboletas nas costas. Tem dias que ela passa com essas blusinhas de alcinha, felicidade estampada no rosto. As borboletas nas costas parecem que vão voar. Céu azul por toda parte. Há dias que passa com uma blusa ocultando o desenho, carinha fechada, noite escura. O negro repouso do casulo. Fico pensando na alma de borboleta da menina, suas asinhas de se contar estórias. Essas bobagens, fico pensando...

segunda-feira, 7 de agosto de 2006

A Morte do Poeta

Pode sorrir agora
Eu matei o poeta
Sei que ele te incomodava
Por muito tempo foi assim

Sorria!!
Matei o poeta
Não houve grito, nem lágrimas
O poeta morreu calado
Nenhuma gota de sangue
Sujou minhas mãos

Poetas morrem assim como nascem
Sem muito estardalhaço
Nenhuma notícia no jornal
Sem ninguém perguntar na pracinha
Passarinho voando longe sem dar aviso

É... Matei o poeta
Ninguém mais o vê, só eu
Ele está sentado ali no sofá
Fuma seu cigarro Souza Paiol
E sorri...
Seu sorriso irônico

quinta-feira, 3 de agosto de 2006

Um Pedaço do Escuro




Escuro. Meu corpo colado no dela numa dança cega. Acho sua orelha com uma leve mordida. Gemido. Minhas mãos tocando seus pêlos, minha boca procurando seus seios. Sinto que ela sorri, mas dos seus olhos não sei nada. Estão fechados ou abertos fitando a noite do quarto? Não sei. Na verdade não importa, só quero estar dentro dela... Encher o quarto de nós dois.

quarta-feira, 2 de agosto de 2006

domingo, 23 de julho de 2006



É domingo, são 16:58 pm e não há nenhum dos meus contatos on-line. Todos devem estar fazendo alguma de coisa de real que a vida deve ter oferecido e estou aqui. Eu e meu computador. Parece que até meu violão não quer nada comigo hoje. Sobre estar sozinho eu sei. O mundo gira paralelo a mim.

sábado, 22 de julho de 2006

Farejando o Passado

É isso aí. Na próxima semana estarei na cidade de Matozinhos-MG, participando de escavações paleontológicas junto a uma equipe da USP. Uma experiência totalmente nova para mim...Essa coisa de tentar enteder um pouco da pré-história do Brasil, através de vestígios de eras passadas. No caso, estaremos trabalhando numa gruta que registra vestígios da megafauna que viveu na Região de Lagoa Santa. Sempre quis me aprofundar(literalmente) neste assunto e agora surgiu uma boa oportunidade de ter uma experiência empírica na área. Na medida do possível, vou postar aqui alguns relatos do campo.

quinta-feira, 20 de julho de 2006

(in)CONCLUSÃO


(As dívidas e as dúvidas disputam um espaço maior agora. A que vencer vai se tornar prioridade impreterível).

Existe muita coisa que ganha e perde importância com o passar do tempo, mas perceber isso é que é o difícil. Quando se dá conta, aquilo que era importante já não existe mais, ou aquilo que não valia nada passa a permanecer o tempo todo sob sua atenção.

Quem define o que – ou o que define quem - vale a pena entrar em voga?

Daí o questionamento, do questionamento as descobertas, das descobertas os pensamentos, dos pensamentos as conclusões.

Dentre as conclusões mais importantes que um cidadão pode adquirir, se destaca o conceito de limitação. Mais do que isso, a humildade do indivíduo em admitir sua limitação. É ver aquilo que é absolutamente intangível e aceitar que esquecer daquilo é a melhor forma de se conformar.

Agradeço: Obrigado, Oh Bom Deus, porque me destes uma mente sã, e a ciência plena de que existem coisas que nunca pude, não posso, e jamais vou conseguir ter ou fazer por mais que eu queira. Dou-te graças, porque me permitindo perceber essa verdade, posso destinar minhas forças e meu tempo a atividades mais úteis em prol da minha própria edificação, ao invés de ficar tentando fazer coisas impossíveis. Obrigado por me dar essa condição que tu destes a poucos até hoje, pelo menos é o que tenho percebido.

Agora alguém, exceto Deus, me responda: Há disputa mais inconclusiva do que aquela travada entre as dívidas e as dúvidas?


terça-feira, 18 de julho de 2006

Uma Canção

Escrevi esta letra hoje, achei meio piegas. Mas o que posso fazer?

A Estação

Se o amor vier bem devagar
Grita logo, que ele vem
Não demora muito pra chegar
À essa hora já pegou o trem
Vem correndo, vai te encontrar
Vai trazer de novo o seu "alguém"
Desfazer as horas, e o lugar
Ao te chamar de novo:
"Vem meu bem"!

sábado, 15 de julho de 2006


É bom saber que o mundo é grande quando não se tem ninguém.

É um consolo imaginar que em algum lugar por aí existe alguém que cabe certinho nos moldes que o destino preparou pra você e portanto pode viver ao seu lado, e que esse alguém também procura alguém igualzinho a você, que se veste como você, que fala como você, que tem as manias que você tem. Ou seja, é acreditar que sua cara metade está perambulando por qualquer canto do mundo e que a possibilidade de vocês se encontrarem e viverem um amor feliz e eterno existe.

Sinto vontade de sair a procura desse alguém as vezes, mas já aprendi que fazer planos é o exercício mais vão a que alguem pode se dedicar.

Prefiro acreditar que o próprio destino vai resolver isso pra mim.

quarta-feira, 12 de julho de 2006

POR INFLUÊNCIA DO MEU PAI


O ano era 1987, e esse foi o primeiro livro de desenhos que ganhei. Presente do meu pai. O livro tava emprestado com um amigo meu das "antigas" e, eu nem lembrava mais que ele existia. Resistiu bravamente ao tempo e as traças, só pra me encher de saudade de um tempo bom que, como já dizia Thaíde, não volta nunca mais.

terça-feira, 11 de julho de 2006

AMOR-PERFEITO



Parei pra pensar: Por que será que é tão difícil se desprender de um amor antigo?

Deve haver uma resposta bastante objetiva, mas nesse contexto há sentimentos demais entrando em choque, há pensamentos demais procurando lugar seguro.

O medo de iludir (e de se iludir, por que não?), a dúvida em saber se você quer ou não estar fazendo aquilo, não saber se a vida está andando pra trás ou se é você que está tomando atitudes espontâneas, querer que o tempo esteja submisso a você para que você possa voltar nele toda vez que quiser.

Às vezes é meu próprio egoísmo que me põe na lona, e pra me reconstruir só serve o orgulho. Pelo menos esse estado me permitiu fazer a grande descoberta de que o amor mais imperfeito não é menos amor. Talvez demorasse uma vida inteira pra que eu descobrisse isso, mas não, aconteceu agora. Bonito. O amor se realiza na esfera de sua própria contingência e por isso é que vale tanto...

Posso até ter ido longe demais, mas, chegar até a porta da certeza e voltar ao alicerce da dúvida faz a gente elevar o pensamento, mesmo que nada do que eu tenha dito aqui tenha me ajudado a encontrar resposta.

Por que será que é tão difícil se desprender de um amor antigo?

domingo, 9 de julho de 2006

O TREM DA VIDA


Esse desenho é um trecho de uma HQ que estou fazendo. No caso, a estória de um maquinista cansado com a monotonia do percurso que é obrigado a fazer todos os dias. Sempre passando pelos mesmos lugares, pegando as mesmas pessoas, as mesmas paradas... O engraçado é que hoje, andando pela beira da lagoa, senti esse mesmo cansaço, essa vontade de abraçar o nada. Será que o trem da minha vida vai descarrilhar também?

quarta-feira, 5 de julho de 2006

Cem Palavras para descrever o momento...


Lô- ônibus-escola-papo-noite-caminhos-perdas-danos-veredas-ali-pato-formato-pedaços-benjor-estrelas-meninas-sorrisos-livro-carro-partir-andar-mínimo-mais-som-chão-flor-futebol-amanhã-espera-cactus-ausência-camaradas-músicas-longe-desenho-mão-violões-lagoa-calma-sereno-hermanos-vidas-latrinas-solidão-chuva-diamantes-verde-pedaço-correr-cinquenta-sertão-alguém-alguma-hora-qualquer-devagar- acordar-meio-sonho-meia-azul-voltar-cidade-sete-segundo-relógio-tempo-quebrado-pia-coração-contorno-mente-ilusão-cerebral-para-nasci-manual-amor-quase-fatal-algoz-sol-madrugada-sorriso-garota-pegada-beijo-escapa-passeio-sob-pedras-roseiras-tambor-bate-cara-semblante-novo-amigo-velho-travessia.

domingo, 2 de julho de 2006

Adição


Boas novas!
Daqui pra frente o Manual Cerebral vai contar com mais uma cabeça. É, o meu brother, parceiro de várias canções, letrista, chargista, pai de família, pensador, humorista e geógrafo (nas horas vagas) vai entrar pro barco e me ajudar nesse projeto.
Evandro também é o fundador do Fololog "Alves Comics", no qual ele publica seus trabalhos como desenhista...
Bom, não vou falar muito sobre o cara para que todos possam conhecê-lo ao longo do tempo, e se é pra somar, que venha depressa!
Seja bem vindo Alves!